terça-feira, 17 de maio de 2011

Tarja Preta

“i burn the competition like a flamethrower”
Adam Yauch

Baratos afins, sinônimo de destruição
Parado na garganta do diabo
Dou um cuspe para cima
Que ao menos me refresca a vista.
Estúpida idéia fixa,
Que me atormenta as idéias.
Rotina, barulho, rotina.
Barulho queima a retina, bagulho.
Mergulho de cabeça no acido
Caustico que é meu humor;
Lento é o caminho do horror
Transformado em paranóia delirante
No mesmo instante que agora
Estoura uma confusão – uma confissão –
Sou totalmente LOUCO!!!

Marcelo Riboni
13/05/2011
23:15hrs

Trinca dos T's Pt.3 - Tarde Demais

Eu gostaria de desaparecer.
Sumir daqui, sair e não voltar mais;
Deixar as mesmas coisas inacabadas
Acabarem por si só, não me importar.
Fazer de conta que não sou eu.

Eternamente ser um fantasma.
Que minha irritação surda cale as pessoas
Que ficam mudas aos sentimentos
E gritam através atitudes impensadas.
Acordar de um sonho que me foi negado.

Consumir a realidade em goles
Com seu sabor bem amargo,
Fazendo o papel de ridículo
Num mundo de mentira
E não me importar com o que dizem.

Marcelo Riboni
27/04/2011
01:17hrs

Trinca dos T's Pt.2 - Trincado

É impossível imaginar
O que você faria se estivesse no meu lugar.
E como tudo seria mais fácil
Não ter que decidir, não ter que escolher;
Sem nada, sem sacrifício
Então a gente nem mesmo teria um inicio

Mas as muralhas estão lá,
Dentro da cabeça e não deixam que eu esqueça
As neuroses cotidianas,
De um personagem do Woody Allen
Perdido no meio de um filme de Clive Barker
Sem noção, sem tempo e sem alma.

Um mundo maluco se forma
Em torno de mim que
Corro, corro, corro
Fugindo de fantasmas
Que já nem estão mais lá
E quando paro, reparo que é o fim!

Marcelo Riboni
16/04/2011
21:02hrs.

Trinca dos T's Pt.1 - Tristeza

Os dias passam
Com o vento,
Com a chuva ,
E com o sol que as vezes brilha.
Mas o meu caminho e a minha trilha
Nem sempre estão claros.

Choro baixinho, escondido
No ritmo da minha tristeza.
E com as lagrimas secretamente caindo
Abandono lentamente as lamentações.

E com chuva que caía;
A rua fica vazia;
Alguns passantes anônimos
Deixam seus passos marcados
Em algum lugar
De uma foto antiga.

“A mujeres como yo no las conoces, las contraes”
Xavier Velasco, Diablo Guardián

Marcelo Riboni
10/03/2011
21:43hrs

Fotos em preto & Branco

Deitado ao lado de memórias,
Apagadas como fotos,
De historias mal explicadas.
Sujeito a sujeiras da vida
Que passa despercebida,
Olhando prédios,
Em busca de um descanso
Em alguns instantes sem paz,
Enquanto ouço velhas queixas de um rapaz.
Que um dia morreu de namores, de tristeza e agonia;
Sozinho e sem rumo
Perfeito mas sem alma
Sei foi.
Este rapaz era EU!!!

Um mundo em cortes

Pedaços rasgados
Atirados de lado,
Folhas de cadernos
E livros fechados.
Aqui o mundo parou;
Aqui o mundo não mudou.
Pó e escombros
Estão dentro da minha mente,
Que mente que tudo vai dar certo.
Meu passado passado por linhas
Escritas num diário de um vagabundo
Onde só a solidão é companheira

Olho como quem não quer nada
Os rostos que um dia eu já admirei
E hoje não passam de memórias
Em preto e branco entre sorriso amarelos.

10/03/2011
15:30hrs.
Marcelo Riboni

terça-feira, 8 de março de 2011

Perdido & Esquecido

Escrevo o silencio,
Palavras nunca ditas e
Gritos surdos
Destroem as noites e
Abrem o chão embaixo
Dos meus pés. Surge um buraco
Que consome minha alma
Deixando vazios os sentimentos.

As coisas são irrelevantes,
Nada tem mais sentido.
O sentimento morreu.
E no lugar nada apareceu
Tornando tudo fugaz, imediato e automático.
As ações são condicionadas;
Os sorrisos tão falsos quanto
Uma simpatia forçada que disfarça o ódio

18/01/2010
18:52hrs
primeira versão

08/03/2011
18:03hrs
segunda versão

segunda-feira, 7 de março de 2011

O olhar frio

Palavras e mais palavras, mostram mais
E mais coisas mortas. Seca. Soca. Bate.
Deixa uma fúria sair de dentro aos poucos
Uma trilha de um passado cheio de loucos.

O que vamos fazer? Brigar? Lutar?
De ações belicosas eu já estou farto
Cada gesto, cada atitude filmada pela retina
Agita uma memória de perda repentina.

O que vamos falar? Dizer? Para quem ouvir?
Eu quero aos poucos começar a sumir
Eu quero aos poucos ver a coisa toda ruir
Deixar o corpo cansado simplesmente cair

Deitar ao lado das lembranças
Deixar de lado as esperanças
Quem sabe correr na rua como as crianças
E viver, só viver, para sempre o dia o que nunca foi.


Marcelo Riboni
26/02/2011
21:36hrs

Horror do mundo do amor

Eu poeta? Sou só um bêbado imundo.
Que nem no submundo vive.
Vive a margem, sim. Mas por que
Escolheu. Te saúdo amigo meu.

É preciso perder nesta vida;
É preciso saber o valor da descida;
É preciso saber nesta vida
O valor da conquista, da vitória.

Eu sou um bobalhão, um trapalhão.
Retalhos de uma realidade fazem meu futuro
Negro, escuro e só.
Meu amor tenha dó,
Para que possamos viver em paz.
Esquecer os momentos que ficaram para trás
E pensar num futuro, num presente que seja um presente
Para nós dois e uma alegria que faz a dor ficar ausente.

Marcelo Riboni
06/03/2011
12:57 hrs

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Destino, desconhecido.


Andando pela minha rua
Para cima e para baixo,
Eu sei que aqui eu não me encaixo
Mas não conheço outro lugar
Para chamar de
Meu lar,
Minha casa.

Cada buraco, cada estrago feito
Ao longo de vinte e tantos anos.
Marcados pelas marcas na minha cara.
Aqui eu sei onde estou,
Aqui eu já não sei quem sou
Se um fantasma,
Se uma memória.

Passei minha vida aqui.
Parei,
Olhei,
E compreendi que tudo aqui faz
Parte de mim,
Parte de quem sou,
E tudo aqui esta em mim,
Esta assim,
E vai até o fim.

Marcelo Riboni
11/02/2011
12:02 hrs

PS: a diagramação do blog não aceita a minha, alguém me ajude por favor.