sábado, 22 de março de 2008

quanto a ligar para uma mulher que não vê ha 20 anos.


Consegui o numero dela com um amigo meu
Ela estava no Texas e o numero tocava:
“alô” disse ela.
“oi, benzinho,” eu disse, “adivinha quem é.”
“eu sei quem é,” ela disse.
Era a mesma voz de educação ríspida
Só que agora enrugada de ódio
“como vai?” perguntei.
“indo bem,” respondeu.
“ainda sou o mesmo,” disse.
“sim” respondeu, “suponho que seja.”
“bem,” disse, “só queria dizer oi.”
Ela não respondeu.
“bem,” disse, “boa sorte. Tchau.”
“tchau,” ela disse.
Baixei o fone.
Bem, pensei, isso não vai sair muito caro na
Conta do telefone.
Caminhei para o quarto e disse à minha
Namorada: “é impressionante, ela ainda me odeia
Após vinte anos”
“você faz isso aflorar nas pessoas,” ela disse.
Caminhei para cozinha para verificar a lagosta
Azul do Maine. Estava fervendo bastante. E à essa altura ela também
Estava.

Charles Bukowski *1920 + 1994
Retirado do livro “tempo de vôo para lugar algum”
Editora Spectro.

sexta-feira, 21 de março de 2008

quando eu crescer quero ser cool!


Quando eu crescer eu quero
Ver filmes do kurosawa, do bergmam e do fellini
E fingir que entendi tudo
Discutindo o sentido deles fumando um charuto de 50$.

Quando eu crescer eu quero
Ler ginsberg, kerouac e ferlinghetti
Tomando whisky no bar dos intelectuais
E dizer que eles mudaram a escrita.

Quando eu crescer eu quero
Curtir jazz
Com a tchurminha que fuma um baseado
E falar que “chet baker é o CARA!” e que “miles davis é DEUS!”.

Quando eu crescer eu quero
ser enólogo
Para discutir as pequenas diferenças
Nos sabores de vinhos de 120$.

Mas eu hoje sou um cara
Que vê filmes
Estilo “todo mundo em pânico” e morre de rir
E não vê nenhum mal nisso.

Mas hoje eu sou um cara
Que ouve PJ Harvey e acha ela linda
E acha o Nick Cave um grande letrista
E não vê nenhum mal nisso.

Mas eu hoje sou um cara
Que toma cerveja kaiser
Mas desde que seja estupidamente gelada
E não vê nenhum mal nisso.

Quando eu crescer eu quero
Ser exatamente como eu sou hoje
E não mudar um centímetro
E este pessoal “cool” que vá para puta que o pariu.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

como você nao esta fora da lista?


Os homens ligam e me perguntam isto.

Você é realmente Charles Bukowski
O escritor?

Sou escritor de vez em quando, eu digo,
Na maior parte do tempo eu não faço nada.

Escute, eles dizem, eu gosto de suas
Coisas – se importa se eu aparecer aí
Com uma dúzia de latinhas?

Você pode trazê-las, eu digo
Desde que você não entre...

Quando as mulheres ligam, eu digo,
Ó, sim, escrevo, sou escritor
Apenas não estou escrevendo nada neste exato momento.

Me sinto tola ligando para você,
Elas dizem, e fiquei surpresa
De achar você na lista telefônica.

Tenho meus motivos, eu digo,
A propósito, por que você não aparece
Pra tomar uma cerveja?

Você não se importaria?

E elas chegam
Mulheres lindas
Boas de corpo e mente e olho.

Frequentemente não há sexo
Mas estou acostumado
Ainda assim é bom
Bom demais olhar para elas...
E em alguns raros momentos
Tenho uma maré inesperada de sorte
Para variar.

Para um homem de 55 anos que não transou
Ate os 23
E não muitas vezes mais ate os 50
Creio que deva continuar listado
Na Pacific Telephone
Ate conseguir o mesmo numero de mulheres
Que os homens normais conseguiram.

Claro, terei que continuar
Escrevendo poemas imortais
Mas a inspiração esta lá.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

besteiras de uma sexta a tarde


Ele lê poemas insanos no banheiro,
Vê lutas de boxe na tevê da sala,
Ouve rock pesado no quarto
E dorme num colchão no chão

Vai dormir as duas da manhã com a tevê ligada e
Acorda ao meio dia e toma uma xícara de café preto,
Acende um cigarro e lê o jornal do dia
Enquanto ouve o radio ainda com cara de sono.

Senta no pátio a tarde para ler,
No sol escaldante de verão, calor para cacete,
Debaixo da parreira, mas a sombra
Não diminui o calor intenso de trinta graus.

Sentado debaixo das folhas na sombra, ele pensa
Que quem vive na sombra de
Outra pessoa
Deve mesmo estar na merda e fodido.

Tudo é uma questão de timming
Escrever, criar, produzir algo
Não é moleza e não dá para forçar
Uma coisa que não quer sair

Então ele para de pensar bobagem e
Volta a atenção ao livro que estava lendo
Se concentra nas palavras do texto
E devagar esquece as divagações.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

canção....


Canção
Allen ginsberg – 1926 - 1997
Livro “uivo e outros poemas”

O peso do mundo
É o amor
Sob o fardo
Da solidão
Sob o fardo
Da insatisfação

O peso
O peso que carregamos
É o amor.

Quem poderia negá-lo?
Em sonhos
Nos toca
O corpo,
Em pensamentos
Constrói
Um milagre,
Na imaginação
Aflige-se
Ate tornar-se
Humano –

Sai para fora do coração
Ardendo de pureza –
Pois o fardo da vida
É o amor

Mas nós carregamos o peso
Cansados
E assim temos que descansar
Nos braços do amor
Finalmente
Temos que descansar nos braços
Do amor

Nenhum descanso
Sem amor,
Nenhum sono
Sem sonhos
De amor –
Quer esteja eu louco ou frio,
Obcecado por anjos
Ou por maquinas,
O ultimo desejo
É o amor
- não pode ser amargo
Não pode ser negado
Não pode ser contido
Quando negado:

O peso é demasiado

- deve dar-se
Sem nada de volta
Assim como o pensamento
É dado
Na solidão
Em toda sua excelência
Do seu excesso

Corpos quentes
Brilham juntos
Na escuridão,
A mão se move
Para o centro
Da carne
A pele treme
Na felicidade
A alma sobe
Feliz ate o olho –

Sim, sim
É que isso que
Eu queria,
Eu sempre quis,
Eu sempre quis
voltar
ao corpo
em que nasci.

sábado, 24 de novembro de 2007

relacionamentos dificeis...


“hahahaha “ disse ele, a piada não era lá estas coisas, mas ele riu, voltou para sua cerveja e cigarros.”você é um doce, meu bem” disse ele. A piada era sobre algum bicho que não achava sua mãe. Não importa, ele bebeu, ela bebeu e foram para suas respectivas casas cada um. Ele estava interessado nela, mas ela não dava muita bola para ele. Falavam sempre sobre os velhos tempos, mas o que ela não sabia é que ele sempre teve um tesão por ela. Passaram alguns dias e ele voltou a vê-la, se encontraram depois do trabalho numa cafeteria no shopping , ele como sempre pareceu não dar bola para ela, mas hoje era diferente para ela, tinha tomado um fora do seu namorado e estava carente, se sentindo feia e sem nenhum amparo no mundo. Ele pediu um café cappuccino e ela um expresso. Falaram dos imbecis que vivem no mundo e que eles não valem nada. Tudo muito casual, eram só comentários de amigos num café. Eles se despediram e ela foi para sua casa e ele para sua. Ele pensou “ela é bem meu tipo, mas não ando com saco para aturar mais alguém comigo”. Ela pensou “ele não é tão mal, eu gostaria que ele me convidasse para sair uma hora destas. Não num café, mas num lugar melhor”.
Passaram-se dias e os dois se viram novamente, falaram de bobagens tipo “ o meu chefe é um saco, ele não de uma folga” e ele sempre concorda. Ele não tem chefe, nunca teve, só vive do que economiza. Teve sorte de ter alguma renda da depois que seus pais morreram, nada extraordinário, mas dava para viver. Não com o luxo que ela precisava ele achava, mas afinal ele sempre se sentiu um lobo solitário. Mas a esta ele desejava dar a vida de rainha, comprar um apartamento maior, uma maquina de lavar louça, uma geladeira nova, uns sofás que não tivessem queimaduras de cigarro. Todas roupas e sofás dele tinham marcas de marlboro, sempre caia uma brasa e ficava marcada para sempre. Mas ele não se sentia capaz de fazer isso, não neste momento. Ele vivia de sanduíches que fazia com frango e algum alface e tomate que ele ia cuidadosamente comprar na feira e sempre havia algum a mão.Não era nada demais para ele, mas ter uma responsabilidade como alguém alem dele para comer era muito, não suportava este pensamento. Saiu de casa e foi a um bar beber uma cerveja para deixar esta historia para lá. Ela resolveu ir a uma boate com as amigas para esquecer aquele babaca que deu o fora nela. Os dois tiveram uma noite a seus respectivos gostos. Ela dançou e ele bebeu.
Uma semana depois os dois se viram novamente, ela estava toda animada sobre o cara que ela conheceu naquela noite e ele só concordava. Sentia-se cada vez mais longe dela, ele depois de um pouco de conversa resolveu dizer para ela tudo o que sentia desde muito tempo. “baby afinal sempre sou eu que você vem falar de seus namorados, eu acho que eu sou o CARA para você!!” e ela respondeu “eu pensei nisso a algum tempo mas acho que não temos nada a ver”. Ele deu o fora,pensou “para que perder tempo com isso, não leva a lugar algum” e disse para ela “nunca mais me procure para falar de seus relacionamentos falidos, se quiser falar comigo fale de amor não de desilusão”. Ela ficou pensando “será que ele era o CARA mesmo para mim?” depois de três meses se encontraram na entrada do cinema ele sozinho e ela com um cara ela disse “oi tudo bem?” e ele não disse nada passou reto por ela e fingiu que nem tinha visto. Seis anos mais tarde se encontraram e falaram dos velhos tempos e tudo voltou ao começo....

terça-feira, 13 de novembro de 2007

mulheres liberadas e homens liberados...



Olhe lá
Aquela por quem você pensou em se
Matar.
Você a viu no outro dia
Saindo do seu carro
No estacionamento da Safeway.
Ela usava um vestido verde
Rasgado e botas velhas
E sujas.
Sua face marcada pela vida.
Ela viu você.
Então você andou até ela
E falou-lhe e aí
Ouviu.
Os cabelos dela não brilhavam
Sua conversa e seus olhos eram
Apagados.
Onde ela estava?
Para onde teria ido?
Aquela por quem você iria se
Matar?

A conversa terminou
Ela foi entrando na loja.
E você olhou para o automóvel dela
E mesmo ele
Que costumava rodar e estacionar
Na frente da sua porta
Com tanto entusiasmo e um espírito de
Aventura
Agora parecia um ridículo
Ferro velho.

Você decide que não vai comprar na
Safeway
Você vai dirigir mais seis quadras
A leste e comprar o que você precisa no
Ralph’s.

Entrando no carro
Você esta até contente que
Não tenha
Se matado;
Tudo é encantador e
O ar esta claro.
Suas mãos no volante,
Você alarga um sorriso enquanto checa o tráfego
Pelo espelho retrovisor.

Meu velho, você pensa,
Você se salvou
Para alguma outra pessoa, mas
Quem?

Uma jovem e esbelta criatura passa
Numa mini-saia e sandálias
Mostrando pernas maravilhosas.
E vai entrar para comprar na Safeway
Também.
Você desliga o motor e
Entra atrás dela.

Escrito por Charles Bukowski. 1920*1994
Retirado do livro “tempo de vôo para lugar algum”.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

sou um fracasso


Tranquei a porta do meu carro
E veio
Esse cara
Ele parecia meu velho
Amigo Peter
Era um cara magro
Com uma camiseta azul e jeans rasgados
E ele disse
“Ei cara, minha mulher e eu
Precisamos de algo para comer!
Estamos morrendo de fome!”
Eu olhei para atrás dele
E lá estava a
Mulher dele
E ela me olhou
Com os olhos cheios de
Lagrimas.
Dei a ele uma nota de dez.
“eu te amo, cara!” ele
Berrou. “e eu não vou
Gastar com bebida!”
“por que não?” eu disse.

Eu saí e
Fui fazer umas coisinhas
Voltei para o meu carro
E
Fiquei pensando
Se eu fiz
Algo bom
Ou se fui enganado

Enquanto eu dirigia
Lembrava meus anos na
Vadiagem
Passava fome quase ao ponto de não ter mais jeito e
Nunca pedi um centavo
A ninguém

Naquela noite
Eu expliquei para minha mulher com quem eu vivia
Como eu frequentemente dou dinheiro a pedintes
Mas que
Nos piores dias de fome da minha
Vida eu me recusei
A pedir qualquer coisa
A alguém

“você nunca soube como fazer
Nada direito” ela disse

Escrito por Charles Bukowski. 1920 * 1994
Retirado do livro “tempo de vôo para lugar algum”

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

vida e morte de Jonas


Jonas acordou, saiu de seus pijamas, acendeu um cigarro. Acordou mais cansado do que quando foi dormir, ontem a noite.O sol estava a pleno vapor, já passava do meio dia, mas estava frio. Uns 10 graus, era inverno afinal de contas. Junto com o cigarro tomou uma xícara de café preto, Jonas odiava leite. Sentiu vontade de sair de casa, pegou o jornal e olhou a programação do cinema. Nada de bom para variar, acabou indo ver uma comedia, comedia romântica. A mocinha se apaixona por dois caras, namorado mau caráter e o namorado bonzinho, tomara que acabe em menage pensou Jonas. Não, ela ficou com o bonzinho, cena de casamento no fim. A mulher de Jonas deixou ele fazem duas semanas. Jonas voltou para seu apartamento vazio, acendeu mais cigarros, acompanhados por cerveja desta vez. Ligou o stereo, botou musicas para dor de corno. Cd coletânea do Cake, back to back.
Começou uma vontade deprimente de olhar para fora da janela, ficou ali, olhando os outros prédios, imaginando o que aquelas pessoas faziam para chegar ao fim do dia, jantar, ver o jornal , depois a novela e ir dormir. E fazer no dia seguinte tudo de novo. Que força incrível aquelas pessoas tinham de continuar este jogo patético e imbecil, pensou Jonas. Sua mulher o deixou por um instrutor de ginástica, há duas semanas. Lembrou de uma fala de um filme que tinha uma situação parecida que dizia “ você é um sonhador e ela quer o agora, por isso o instrutor de ginástica”. Não conseguiu rir. Mas o filme é bom. Qualquer hora vou rever este filme, pensou Jonas. Ficou ali olhando para fora da janela, já chegava o fim da tarde, o por do sol era bonito aqui, muito amarelo e muito roxo, Jonas gosta de roxo. Mas nada preenchia o vazio deixado pela mulher dele. A perspectiva dele era acordar de novo sozinho, tentar ter forças para ir buscar o jornal do dia seguinte. Isso era tudo. Na verdade não parecia grande coisa para ele. Que força incrível tinha aquelas pessoas que iam para o trabalho, viviam e de noite sonhavam. Nem isso ele conseguia, nunca lembrava os sonhos que tinha a noite, talvez fossem de lugares maravilhosos, lugares que ele gostaria de conhecer. O cd gritando uma musica da Gloria Gaynor regravada pelo Cake, isso o deprimiu ainda mais. Foi deitar, já não tinha muito motivo para ficar acordado.
No dia seguinte acordou, acendeu seu cigarro com o café preto, olhou para fora da janela, já não pareciam tão fortes as pessoas que viviam como robôs, trabalho, casa, tv, e cama. Ocasionalmente sexo. Buscou refugio num cd que não ouvia a muito tempo, LA Woman dos Doors, que grande disco e uma vez leu numa revista que era um cd de merda. Qualquer idiota diz qualquer coisa mesmo. Ouviu de cabo a rabo, botou outro. Outro dos Doors, desta vez Morrison Hotel, não era tão bom assim, mas tinha seus momentos. Será que a musica “the spy” era referencia ao romance de anäis nin, já não importava, não leria este livro. Já era meio dia fez o almoço, arroz, feijão e um bife, não era bom cozinheiro, mas estava aceitável. Comeu, sentou no sofá, e dormiu. Desta vez sonhou, sonhou com um lugar melhor, um lugar incrível, cheio de vida e perfeito para ir viver. Quando acordou ligou o gás do forno e se matou. Jonas nunca mais reviu o filme.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

é bunda na cabeça e cara de cú no fim


Todo fim de semana Gomide ia ao parque. Chegava logo cedo da manhã ,lá pelas 10 horas, com seu lanche e um livro. O sol raiava, o clima era ameno e sempre pegava o mesmo banco. O local era estratégico para ver as moças, mulheres e velhinhas caminhando, fazendo seus alongamentos e exercícios com suas roupas de lycra. Gomide era democrático ficava de olho em meninas dos 15 anos ate vovós de 75. Isso mesmo, Gomide era tarado, mas tarado por BUNDAS. Gomide desde que se entendia por gente ADORAVA uma BUNDA. Na adolescência os amigos dele ficavam falando “ olha os peitinhos da Mariazinha!” ou “será que Daise já tem pentelhos?”, Gomide não dizia nada, mas ele gostava mesmo de uma bunda, de todas as bundas, bunda redondinha, bunda caída, bunda com celulite, bunda grande, bunda pequena, bunda inexpressiva, bunda agressiva, enfim era um verdadeiro democrata a este respeito. E lá estava ele, no parque olhando aquelas bundas desfilarem na sua frente. As vezes ele olhava para seu livro, mas ele queria mesmo era ver aquelas maravilhas da natureza.
Foi quando uma menina de uns 17 anos pegou ele olhando fixo para sua imensa bunda, ela era uma menina pesada, uns 115 kg, não é a troco de nada que ela fazia muito exercício naquele parque. Vendo que Gomide a olhava, deu um leve sorriso, e seguiu em sua direção. Sentou ao lado dele e falou “ esta boa esta leitura?”. Ele ficou sem jeito e disse que estava ótima, ela puxou um pouco mais de papo, perguntou sobre o que era o livro. “há, sim é sobre uma...desculpe, mas qual é seu nome mesmo?” ele falou.Ela não respondeu, mas ela voltou a dar um sorriso, largo desta vez, e disse “ eu vi você olhando para minha bunda”, ele ficou vermelho da cabeça aos pés, queria se atirar num buraco se achasse um. “ não precisa ter vergonha, eu adoro que me olhem” ela disse, e completou “estou cansada, quer ir tomar uma refrigerante ali na barraquinha?”. E lá foram eles para a barraquinha, tomaram seus refrigerantes e ela disse “ vamos ate a minha casa é logo ali a diante, e te mostro uma coisa inesquecivel!”
A gordinha não tinha cara de gorda, tinha o rosto fino e bonito, pele bem branca e um perfume sensacional, chegando lá Gomide já estava louco de desejo, queria arrancar a roupa dela e agarrar aquela bunda gigante e perfumada. Foi quando viu que ela não estava sozinha, tinha um cara no chuveiro, quando ele saiu do banheiro ela falou “ hoje vamos realizar aquele sonho, meu amor!”. “ ah vai ser hoje então que vamos fazer um ménage a trois, é este cara? Por mim tudo bem..” quando o cara nem tinha acabado a frase Gomide já tinha batido o recorde de 1000 metros rasos, e desde aquele dia nunca mais ousou olhar para uma bunda.