segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Segunda seguida de lua


Cinzas do cigarro caem na calçada
Calada e deixada de lado
Á espera de um sopro que lhe dê vida
Esquecendo de ser escondida a flor brota
E leva o perfume da manhã de outono
Para o coração da minha amada
Pára para dar um olhar em mim
E sorrir enfim...enfim...enfim....

28/12/2010
01:58hrs
Marcelo Riboni

sábado, 25 de dezembro de 2010

Derrotado na linha de frente.


Cerveja na mão e um dia infernal pela frente.
O calor já vem subindo e quem puder agüente,
Água ardente se fez presente logo para abrir os trabalhos
E deixar palatável mais uma celebração do consumismo.
Como sumimos desta data? Como?
Sorrisos falsos são só isso e nada mais...

Marcelo Riboni
24/12/2010
11:29hrs

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Interno

Sentado com um copo na mão,
Eu brindo o novo ano.
Esmagado em memórias de tragédias.
Sozinho.Digo um FODA-SE bem grande e
Mais um ano, mais um ano e mais um ano...

Marcelo Riboni
13/12/2010
23:07hrs

sábado, 20 de novembro de 2010

Nota do Autor - O homem duplo

Este é um romance sobre algumas pessoas que foram punidas excessivamente pelo que fizeram. Elas queriam se divertir, mas eram como crianças brincando na rua; podiam ver uma depois da outra sendo mortas – atropeladas, mutiladas, destruídas -, mas continuavam a brincar de qualquer forma. Nós realmente fomos todos felizes por algum tempo, sentados sem trabalhar, só dizendo besteira e brincando, mas foi por uma época curta e terrível e depois o castigo foi inacreditável: por exemplo, enquanto eu estava escrevendo este livro, soube que a pessoa na qual é baseada a personagem Jerry fabin se matou. Meu amigo, em que baseei a personagem Ernie Luckman, morreu antes que eu começasse o romance. Por algum tempo, eu mesmo fui uma dessas crianças que brincavam na rua; como o resto delas, tentei brincar, em vez de crescer, e fui punido. Estou na lista daqueles a quem este romance é dedicado, e que se tornou de cada um deles.

O abuso de drogas não é uma doença; é uma decisão, como a decisão de sair da frente de um carro em movimento. Não chamaria isso de doença, mas de um erro de julgamento. Quando um monte de pessoas começa a fazer isso, é um erro social, um estilo de vida. Nesse estilo de vida em particular, o lema é “seja feliz agora porque amanha você vai morrer”, mas a morte começa quase ao mesmo tempo e a felicidade é uma lembrança. Ele é, então, só uma aceleração, uma intensificação da existência humana comum. Não é diferente de seu estilo de vida, é apenas mais rápido. Acontece em dias, semanas ou meses, em vez de anos. “Pegue o dinheiro e deixe o credito continuar”, como disse Villon em 1460. Mas esse é um erro se o dinheiro é uma moedinha e o credito, toda vida.

Não há moral neste romance, ele não é burguês, ele não diz que eles estavam errados em brincar quando deviam estar trabalhando; só conta quais foram as conseqüências. No teatro grego, eles estavam começando, como sociedade, a descobrir a ciência, que significa lei casual. Aqui, neste romance, há Nêmese: não destino, porque qualquer um de nós pode ter escolhido parar de brincar na rua, mas, como narro na parte mais profunda de minha vida e de coração, uma Nêmese pavorosa para aqueles que continuam a brincar. Eu mesmo não sou uma personagem deste romance, sou O romance. E o mesmo para a nossa nação nessa época. Este romance trata de pessoas que conheci pessoalmente. Alguns de nós leram sobre isso nos jornais. Foi esse sentar com nossos amigos e falar besteira enquanto gravávamos fitas, a decisão ruim da década, os anos 60, dentro e fora do establishment. E a natureza foi exigente conosco. Fomos obrigados a parar por coisas pavorosas.

Se houve algum “pecado”, foi o de que essas pessoas queriam continuar a se divertir para sempre e foram castigadas por isso, mas, como eu digo, sinto que, se assim foi, o castigo foi grande demais e prefiro pensar nisso somente de uma forma grega ou moralmente neutra, como mera ciência, como causa e efeito imparcial e determinista. Eu amava todos eles. Aqui esta uma lista, a quem dedico o meu amor:

A Gaylele – falecida
A Ray – falecida
A Francy – psicose permanente
A Kathy – dano cerebral permamente
A Jim – falecido
A Val – dano cerebral maciço permanente
A Nacy – psicose permanente
A Joanne – dano cerebral permanente
A Maren – falecida
A Nick – falecido
A Terry – falecido
A Dennis – falecido
A Phil – dano pancreático permanente
A Sue – dano vascular permanente
A Jerri – psicose permanente e dano vascular

E assim por diante.
In memorian. Esses eram camaradas que eu tive; não existem melhores. Eles continuam em minha mente e o inimigo nunca será perdoado. O “inimigo” foi o erro que cometeram em brincar. Que todos brinquem de novo, de outra forma, e que sejam felizes.

Philip K. Dick.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Caminho da loucura

Caminho direto pelo corredor
Abrindo as portas e olhando para dentro.
Tudo escuro, sem luz, sem nada.
Os olhos procuram algo mas não vêem
O pânico toma conta, o grito preso na garganta e
Ele não quer sair e começa a agonia.
Os braços e as pernas tremem e o desamparo,
A solidão, a tristeza e a loucura entram em ação.
Não há um único pensamento na cabeça.
Fecho os olhos e vou dormir sozinho.

05/10/2010
22:30hrs
Marcelo Riboni

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Crônica em um parágrafo

Leia ouvindo “After Laughter ( Comes Tears)” na versão de Wendy rene

Baseado em um filme que vi estes dias chamado “Contra a Parede”, digo que as pessoas perdem oportunidades de ouro na vida. Não digo isso só em cima do filme, mas da minha vida em geral. Perdem oportunidades de ouro de ficarem caladas, de falarem coisas importantes ou de só sorrir. Muitas vezes nas relações ficam arestas, ficam magoas mas entre as pessoas certas nunca fica a maldade. Ok, as vezes uma maldade é boa para apimentar uma piada, para servir de estimulo para que o interlocutor se sinta incomodado ao ponto de sorrir, mas repito isso só serve entre quem se conhece a ponto de permitir uma coisa assim. Hoje em dia é muito, mas muito fácil para alguém se ofender a troco de banana, como disse antes as pessoas perdem oportunidades de ouro na vida. Se eu for falar da minha perdi um bocado delas mas estou correndo atrás do prejuízo. Estava conversando com alguém e disse – gostaria de voltar no tempo – e a pessoa respondeu – hahahaha e saber o que você sabe hoje. – e eu disse – não, gostaria de voltar no tempo e só saber ouvir. Este sempre foi um grande defeito meu, não saber ouvir com a devida atenção e quero corrigir isso rapidamente. Porque ando descobrindo que as melhores coisas da vida só são descobertas ouvindo, prestando atenção e percebendo a sabedoria de algumas atitudes de algumas pessoas. Este é o grande segredo de tudo, saber quando ouvir e quando falar e saber quem realmente esta aí para você. O resto é só mímica, jogo de cartas marcadas e uma charada. Como disse um grande escritor eu citaria duas frases dele, mas uma farei mais tarde, - você só sabe quem são seus amigos quando você vai preso – e eu estou preso numa vida sem sentido a muito tempo e poucas foram as pessoas que se importaram comigo neste período. A segunda frase dele é ótima e diz o seguinte – escritores são todos uns cretinos e os piores cretinos são os poetas. – na qualidade de poeta e pseudo escritor me sinto a vontade para dar boas risadas disso que ele disse. Então você que esta me lendo agora, não perca seu tempo com cretinos e não deixe oportunidades de ouro passarem na sua vida.

22/09/2010
16:25hrs
Marcelo Riboni

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Fim de Festa

Eu vejo o brilho de ódio nos olhos deles,
Vejo eles fazerem escárnio, sim eu escuto as risadas,
Mas eles sabem que estão derrotados, por dentro.
Eu venci, eu venci a batalha interna, minha comigo mesmo.

Que dêem festas, tenham amigos, façam sexo
Eu estou bem comigo e de bem comigo mesmo.
Minhas trevas viraram um céu azul de brigadeiro.
Agora eu posso sentar e sorrir para o nada.

20/09/2010
15:03hrs
Marcelo Riboni

domingo, 5 de setembro de 2010

Lua da tarde de julho

Uma menina olhou pelo vidro do carro e sorriu para mim, acenei de volta com a mão e acelerei me perdendo nas faixas da auto estrada. Cada vez mais rápido, seguindo sem rumo em direção ao litoral. Era inverno e eu buscava somente paz, silencio e solidão. Levava comigo algumas cervejas, cigarros e uns livros. Dos livros eu dispensava, mas numa emergência, vai saber? Uma hora e meia depois estava abrindo minha casa de praia, o cheiro de casa fechada me acertou em cheio. Larguei uma mala de mão no chão com algumas roupas e levei as cervejas para a geladeira. Fui acendendo um cigarro e olhando em volta. Abri o sofá cama e deitei, acordei era noite. Tomei um banho e fui ver o que tinha para comer. Excelente, uma lata de sardinhas e mais nada. Abri a primeira cerveja junto com um cigarro. Voltei para o sofá e liguei meu ipod, coloquei um cd do theloniuns monk. Este cara era ótimo, e tinha transtorno obsessivo compulsivo que o fazia antes de cada show dar três voltas em torno do piano. E aquela mania maluca por chapéus. Quando estava acabando a cerveja peguei minha carteira na mala e dei a ultima tragada no cigarro. Fui ate onde o carro estava estacionado, entrei e dei a partida. Estava com fome, mês de julho na praia., será que teria algum restaurante aberto? Provavelmente, pensei. E segui ate a praia vizinha por uma estrada muito ruim.

Conforme as casas ai se tornando mais freqüentes, todas vazias, fui diminuindo a velocidade. Entrei no centro da cidade e estava tudo deserto. Circulei por uma quadras e parei na frente de um lugar que parecia servir comida e estava aberto as 11 horas da noite. Entrei e veio o dono, que estava ali junto com mais um ou outro bêbado inveterado., na minha direção. Perguntou “o que vai ser, amigo?” e respondi “uma Brahma bem geladinha, camarada.” Ele voltou para atrás do balcão para pegar a cerveja e um daqueles copos que eles mantém dentro da geladeira. Me trouxe a bebida e os fregueses me olharam e fiz um sinal de continência para eles. Rapidamente bebi a garrafa toda, o dono olhou lá de trás e eu disse “outra!!” e me levantei para ir pegar. Bebi umas três garrafas além da que tinha bebido em casa antes de sair. No sistema de som da lugar tocava um pagode horrível e chato para caralho. Me levantei e perguntei ao dono do lugar “camarada, aonde posso comer alguma coisa esta hora?” ele olhou para o relógio e fez “shhhh” me olhou nos olhos e disse “desce duas e lá vai ter um lugar, não é nada elaborado para esta hora. Ou pode tentar o cachorro quente da barraquinha perto da beira mar”. Sorri para ele e disse brincando “no hot dog my friend” e sai do bar. Fui ate meu carro e encontrei umas meninas encostadas nele conversando. Deviam ter uns 16 ou 17 anos. Todas bem arrumadas, claro para quem mora no litoral, mas mesmo assim estavam bem. Quando cheguei perto do carro gritei “XÔ! VAMOS ANDANDO MOÇAS” e elas começaram a fazer piadas para mim. Abri a porta e uma disse “ô tio, da uma carona para a gente. Estamos sem fazer nada, vamos tio” parei para refletir uns instantes. E abri a porta para elas estilo cavalheiro e as três, eu disse que eram três antes? Não? Pois as três entraram e gargalhando entre elas perguntaram “para aonde titio?” liguei o radio do carro num cd do Frank Sinatra e eu falei “comer meninas, comer” elas acharam graça e se puseram a rir todas em uníssono.

Cheguei no restaurante que o dono do bar havia indicado, era um lugar dos mais ralés que já havia visto e quando entrei com as meninas risonhas não ajudou muito a melhorar o aspecto. Chegou uma garçonete perto de mim e disse “pois não?” resposta “cerveja”. Ela deu meia volta e foi buscar a cerveja. As meninas rindo e se divertindo achando graça de tudo perguntaram “titio, paga uma cerveja para a gente, paga” e eu disse “que idade vocês tem mesmo?” e elas de novo em uníssono responderam “temos 18 titio” e quando a garçonete chegou deixei elas pedirem o que queriam. A garçonete fez cara feia e fui buscar mais duas garrafas para as meninas. Foi quando eu perguntei “qual é o nome de vocês, meninas, e o que estavam fazendo no meu carro?” a primeira, loirinha com os cabelos verdes de tanto cloro disse “ eu sou a Clarissa, esta aqui do lado é a Juliana e aquela ali é a Drica. E o que mais você quer saber mesmo?” ao que eu disse “não importa mesmo, vamos beber a saúde de quem?” nisso houve um pequeno bate boca entre elas, aparentemente Clarissa queria beber em homenagem aos estudantes, e as outras duas em homenagem ao dia aniversario de Juliana. Eu falei “vamos beber em homenagem as estudantes que estavam de aniversario” elas riram e começamos a beber em silencio. Nisso Drica se levantou e começou a dançar ao som de algum tipo de ruído indistinguível que estava tocando nas caixas de som que supostamente alguns chamam de musica e pegou a mão de Juliana e começaram a dançar coladinhas e de uma forma sensual. Fiquei olhando aquilo e baixando cervejas, depois de três garrafas e daquelas danças sugeri a Clarissa que convidasse as amigas para irmos comer um delicioso cachorro quente na barraquinha perto da praia. Se juntaram as três e marcharam em direção ao meu Fiat punto.chegamos na barraquinha e estava caindo uma chuvinha fininha, daquelas que gelam a alma. Comemos conversando eu a Clarissa, as outras duas estavam correndo pela areia da praia. Ela perguntou o que eu fazia e eu disse “não faço nada, achei que fazia mas não faço nada realmente” e ela riu e perguntou com a boca cheia que profissão eu tinha e eu disse “sou catador de papel, ok?” comemos nosso cachorro quente e quando chegamos perto das outras duas elas começaram a tirar a roupa para entrar no mar.


As duas entraram no mar só de calcinha e sutiã enquanto Clarissa me pedia para entrar que ela também queria tomar banho de mar. Nisso olhei para o relógio e vi que eram duas da manhã. Enquanto Clarissa ficava de calcinha eu tirava as minhas calças para me juntar as outras duas já dentro da água. Clarissa me pegou pela mão e quando chegamos perto vi que as duas estavam se beijando na boca dentro da água. Fomos para junto delas e nisso comecei a beijar a menina loirinha, que me retribuiu o beijo de forma intensa. As duas vieram para perto de nós e começamos a brincar ali mesmo, dentro da água. Clarissa pegou meu pau e começou a me masturbar dentro da água gelada do mar de inverno. Fomos sendo empurrados pelas ondas para fora do mar e deitamos todos na areia da beira rindo de tudo e nada. Drica me deu um puxão para não cair do empurrão que Juliana lhe deu e nisso caímos os dois. Deitado rindo feito idiota na areia molhada Clarissa começou a me chupar. E as duas em volta a se beijar. Juliana veio e me deu um beijo na boca enquanto estava passando as mãos na bunda de Drica e as duas sentaram do nosso lado e começaram a fazer sexo. Clarissa tirou sua calcinha encharcada e sentou em cima de mim e remexendo como uma enguia me beijando. Fizemos tudo que tinha para fazer ali mesmo e depois deitamos na areia molhada da chuva fininha que ainda caia. Todos em silencio. Estendi a mão e peguei no bolso da calça meu maço de cigarros, acendi três. Um para cada, mas Drica não fumava e ficamos todos deitados fumando. Passou um tempo e olhei para o relógio, eram 4 horas da manhã. Comecei a me levantar e me vestir e as meninas fizeram o mesmo em rindo e se empurrando. Entramos no carro e deixei elas aonde as havia encontrado, na frente daquele bar. Me despedi e Clarissa perguntou “como você se chama, ate agora não disse.” E eu respondi “Pedro” e ela disse “adeus Pedro” e bateu a porta. Comecei acelerando devagar e olhando elas pelo retrovisor. A medida que me distanciava acelerei mais. Quando cheguei em casa dormi direto. No dia seguinte acordei meio dia e fiz café, acendi um cigarro e abri um dos livros que havia trazido. Tropico de câncer que começava assim “Estou vivendo na Vila Borghese. Não há um resquício de sujeira em parte alguma, nem uma cadeira fora do lugar. Estamos completamente sozinhos aqui e estávamos mortos. Ontem á noite Boris descobriu que estava com chatos. Tive que raspar-lhe as axilas e mesmo depois disso a coceira não passou. Como alguém pode adquirir chatos num lugar bonito como este? Mas isso não tem importância. Talvez nunca nos tivéssemos conhecido tão intimamente, Boris e eu, se não fossem os chatos...”

Marcelo Riboni
05/09/2010
21:40hrs

sábado, 4 de setembro de 2010

flash

Grita no meu ouvido,
Grita bem alto a plenos pulmões.
Deixe o mundo saber o tamanho
Da sua fúria, deixa ela sair
Devagar de dentro de ti.
Devagar você vai fazer tudo voltar
Ao lugar de onde nunca devia ter saído.
Deixe as duvidas num canto esquecido.

Meu amor eu te amo,
Sinto cada olhar, cada tom de voz,
Trazendo dentro de si uma vontade feroz
De fazer tudo ficar do seu jeito.
Você não pede, você não manda,
Você simplesmente me apóia.
Quando os ratos já pularam do navio
Você afunda junto, lavando todo seu ódio.

Para cada veneno, para cada malícia
Em cada toque e em cada caricia
Você tem todas as respostas e assim,
Fazemos os dias virarem minutos.
Passam as estações e passam os anos
E estamos juntos um pelo outro.

Marcelo Riboni
04/09/2010
19:54hrs

domingo, 29 de agosto de 2010

Lonely Heart club

Desdejásoucapaz
Deolharparatráse
Verasatitudesque
Desembocaram
Numfuturosem
Passadoestadode
Êxtase catatônico
Olhandoumafoto
Epensandoque
Podiatersidooutra
Coisaoutrahistoria
Masvocêescolheu
Assimeassimfezas
Coisasparapoder
Dizereufizaminha
Parteaindasintoo
Mesmoqueantespor
Quemeucoraçãobate
Portimeninamulher
Mulhermaduraque
Deixaarazãoacima
Dossentidospena.


Marcelo Riboni
29/08/2010
12:51hrs.