sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Destino, desconhecido.


Andando pela minha rua
Para cima e para baixo,
Eu sei que aqui eu não me encaixo
Mas não conheço outro lugar
Para chamar de
Meu lar,
Minha casa.

Cada buraco, cada estrago feito
Ao longo de vinte e tantos anos.
Marcados pelas marcas na minha cara.
Aqui eu sei onde estou,
Aqui eu já não sei quem sou
Se um fantasma,
Se uma memória.

Passei minha vida aqui.
Parei,
Olhei,
E compreendi que tudo aqui faz
Parte de mim,
Parte de quem sou,
E tudo aqui esta em mim,
Esta assim,
E vai até o fim.

Marcelo Riboni
11/02/2011
12:02 hrs

PS: a diagramação do blog não aceita a minha, alguém me ajude por favor.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Emaranhado


Enquanto o mundo acaba
A vida parece não ter sentido
Escrito no muro da frente “morte”
Sem salvação, sem chorar e sem mais nada

Os capítulos seguem passando
E capitulando as lições da historia
A memória comete os velhos equívocos
Inapelavelmente a deriva.

Quem pode escolher o passado
Quando o futuro é negro como a noite
O açoite das lembranças são o pesadelo
Das mais terríveis assombrações.

Um dia o sol se porá e serei feliz
Dormirei uma noite do sono dos justos
Sonharei com as maravilhas que estão no porvir
E saberei que tudo estará terminado.

Marcelo riboni
28/01/2011
15:39hrs

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Ódio


Você gosta de ouvir uma mentira.
Uma mentira repetida tantas vezes que vira verdade.
Infinitas vezes, milhares de vezes,
E a realidade se torna um jogo.

Quem derrota quem?
Quem ganha de quem?
No fundo no fundo não sobra para ninguém
Uma nesga de conforto para se agarrar.

Para voltar a sombra da realidade
Caímos em mentiras sinceras.
Dando o rosto ao tapa e ao cuspe,
Para tentar um pouco de amor.
Sentimos aquela dor arder no peito,
Sentimos necessidade de fazer algo a respeito,
Mas nada muda nunca e tudo segue
Rápido para lugar nenhum, sozinho.

Marcelo Riboni
06/01/2011
19:03hrs

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Segunda seguida de lua


Cinzas do cigarro caem na calçada
Calada e deixada de lado
Á espera de um sopro que lhe dê vida
Esquecendo de ser escondida a flor brota
E leva o perfume da manhã de outono
Para o coração da minha amada
Pára para dar um olhar em mim
E sorrir enfim...enfim...enfim....

28/12/2010
01:58hrs
Marcelo Riboni

sábado, 25 de dezembro de 2010

Derrotado na linha de frente.


Cerveja na mão e um dia infernal pela frente.
O calor já vem subindo e quem puder agüente,
Água ardente se fez presente logo para abrir os trabalhos
E deixar palatável mais uma celebração do consumismo.
Como sumimos desta data? Como?
Sorrisos falsos são só isso e nada mais...

Marcelo Riboni
24/12/2010
11:29hrs

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Interno

Sentado com um copo na mão,
Eu brindo o novo ano.
Esmagado em memórias de tragédias.
Sozinho.Digo um FODA-SE bem grande e
Mais um ano, mais um ano e mais um ano...

Marcelo Riboni
13/12/2010
23:07hrs

sábado, 20 de novembro de 2010

Nota do Autor - O homem duplo

Este é um romance sobre algumas pessoas que foram punidas excessivamente pelo que fizeram. Elas queriam se divertir, mas eram como crianças brincando na rua; podiam ver uma depois da outra sendo mortas – atropeladas, mutiladas, destruídas -, mas continuavam a brincar de qualquer forma. Nós realmente fomos todos felizes por algum tempo, sentados sem trabalhar, só dizendo besteira e brincando, mas foi por uma época curta e terrível e depois o castigo foi inacreditável: por exemplo, enquanto eu estava escrevendo este livro, soube que a pessoa na qual é baseada a personagem Jerry fabin se matou. Meu amigo, em que baseei a personagem Ernie Luckman, morreu antes que eu começasse o romance. Por algum tempo, eu mesmo fui uma dessas crianças que brincavam na rua; como o resto delas, tentei brincar, em vez de crescer, e fui punido. Estou na lista daqueles a quem este romance é dedicado, e que se tornou de cada um deles.

O abuso de drogas não é uma doença; é uma decisão, como a decisão de sair da frente de um carro em movimento. Não chamaria isso de doença, mas de um erro de julgamento. Quando um monte de pessoas começa a fazer isso, é um erro social, um estilo de vida. Nesse estilo de vida em particular, o lema é “seja feliz agora porque amanha você vai morrer”, mas a morte começa quase ao mesmo tempo e a felicidade é uma lembrança. Ele é, então, só uma aceleração, uma intensificação da existência humana comum. Não é diferente de seu estilo de vida, é apenas mais rápido. Acontece em dias, semanas ou meses, em vez de anos. “Pegue o dinheiro e deixe o credito continuar”, como disse Villon em 1460. Mas esse é um erro se o dinheiro é uma moedinha e o credito, toda vida.

Não há moral neste romance, ele não é burguês, ele não diz que eles estavam errados em brincar quando deviam estar trabalhando; só conta quais foram as conseqüências. No teatro grego, eles estavam começando, como sociedade, a descobrir a ciência, que significa lei casual. Aqui, neste romance, há Nêmese: não destino, porque qualquer um de nós pode ter escolhido parar de brincar na rua, mas, como narro na parte mais profunda de minha vida e de coração, uma Nêmese pavorosa para aqueles que continuam a brincar. Eu mesmo não sou uma personagem deste romance, sou O romance. E o mesmo para a nossa nação nessa época. Este romance trata de pessoas que conheci pessoalmente. Alguns de nós leram sobre isso nos jornais. Foi esse sentar com nossos amigos e falar besteira enquanto gravávamos fitas, a decisão ruim da década, os anos 60, dentro e fora do establishment. E a natureza foi exigente conosco. Fomos obrigados a parar por coisas pavorosas.

Se houve algum “pecado”, foi o de que essas pessoas queriam continuar a se divertir para sempre e foram castigadas por isso, mas, como eu digo, sinto que, se assim foi, o castigo foi grande demais e prefiro pensar nisso somente de uma forma grega ou moralmente neutra, como mera ciência, como causa e efeito imparcial e determinista. Eu amava todos eles. Aqui esta uma lista, a quem dedico o meu amor:

A Gaylele – falecida
A Ray – falecida
A Francy – psicose permanente
A Kathy – dano cerebral permamente
A Jim – falecido
A Val – dano cerebral maciço permanente
A Nacy – psicose permanente
A Joanne – dano cerebral permanente
A Maren – falecida
A Nick – falecido
A Terry – falecido
A Dennis – falecido
A Phil – dano pancreático permanente
A Sue – dano vascular permanente
A Jerri – psicose permanente e dano vascular

E assim por diante.
In memorian. Esses eram camaradas que eu tive; não existem melhores. Eles continuam em minha mente e o inimigo nunca será perdoado. O “inimigo” foi o erro que cometeram em brincar. Que todos brinquem de novo, de outra forma, e que sejam felizes.

Philip K. Dick.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Caminho da loucura

Caminho direto pelo corredor
Abrindo as portas e olhando para dentro.
Tudo escuro, sem luz, sem nada.
Os olhos procuram algo mas não vêem
O pânico toma conta, o grito preso na garganta e
Ele não quer sair e começa a agonia.
Os braços e as pernas tremem e o desamparo,
A solidão, a tristeza e a loucura entram em ação.
Não há um único pensamento na cabeça.
Fecho os olhos e vou dormir sozinho.

05/10/2010
22:30hrs
Marcelo Riboni

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Crônica em um parágrafo

Leia ouvindo “After Laughter ( Comes Tears)” na versão de Wendy rene

Baseado em um filme que vi estes dias chamado “Contra a Parede”, digo que as pessoas perdem oportunidades de ouro na vida. Não digo isso só em cima do filme, mas da minha vida em geral. Perdem oportunidades de ouro de ficarem caladas, de falarem coisas importantes ou de só sorrir. Muitas vezes nas relações ficam arestas, ficam magoas mas entre as pessoas certas nunca fica a maldade. Ok, as vezes uma maldade é boa para apimentar uma piada, para servir de estimulo para que o interlocutor se sinta incomodado ao ponto de sorrir, mas repito isso só serve entre quem se conhece a ponto de permitir uma coisa assim. Hoje em dia é muito, mas muito fácil para alguém se ofender a troco de banana, como disse antes as pessoas perdem oportunidades de ouro na vida. Se eu for falar da minha perdi um bocado delas mas estou correndo atrás do prejuízo. Estava conversando com alguém e disse – gostaria de voltar no tempo – e a pessoa respondeu – hahahaha e saber o que você sabe hoje. – e eu disse – não, gostaria de voltar no tempo e só saber ouvir. Este sempre foi um grande defeito meu, não saber ouvir com a devida atenção e quero corrigir isso rapidamente. Porque ando descobrindo que as melhores coisas da vida só são descobertas ouvindo, prestando atenção e percebendo a sabedoria de algumas atitudes de algumas pessoas. Este é o grande segredo de tudo, saber quando ouvir e quando falar e saber quem realmente esta aí para você. O resto é só mímica, jogo de cartas marcadas e uma charada. Como disse um grande escritor eu citaria duas frases dele, mas uma farei mais tarde, - você só sabe quem são seus amigos quando você vai preso – e eu estou preso numa vida sem sentido a muito tempo e poucas foram as pessoas que se importaram comigo neste período. A segunda frase dele é ótima e diz o seguinte – escritores são todos uns cretinos e os piores cretinos são os poetas. – na qualidade de poeta e pseudo escritor me sinto a vontade para dar boas risadas disso que ele disse. Então você que esta me lendo agora, não perca seu tempo com cretinos e não deixe oportunidades de ouro passarem na sua vida.

22/09/2010
16:25hrs
Marcelo Riboni

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Fim de Festa

Eu vejo o brilho de ódio nos olhos deles,
Vejo eles fazerem escárnio, sim eu escuto as risadas,
Mas eles sabem que estão derrotados, por dentro.
Eu venci, eu venci a batalha interna, minha comigo mesmo.

Que dêem festas, tenham amigos, façam sexo
Eu estou bem comigo e de bem comigo mesmo.
Minhas trevas viraram um céu azul de brigadeiro.
Agora eu posso sentar e sorrir para o nada.

20/09/2010
15:03hrs
Marcelo Riboni